Após cinco dias de paralisação, a greve dos trabalhadores da Fagor, em Extrema, teve fim em 17/10. O encerramento ocorreu após a aprovação de uma proposta negociada entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Extrema e a empresa, que contou com mediação da Justiça do Trabalho.
O acordo firmado prevê reajuste salarial de 7,2%, aumento no vale-alimentação e melhorias no bônus de presenteísmo, entre outros avanços nas condições de trabalho.
A paralisação teve início depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta inicial considerada insatisfatória. Segundo o sindicato, as negociações começaram no início de outubro, mas só avançaram após a deflagração da greve e a intervenção judicial.
A presidente do sindicato, Alexandra Amaral, destacou que a mobilização demonstrou a força da categoria diante das dificuldades enfrentadas. “Esses cinco dias de luta provaram que, quando os trabalhadores se unem, conquistam resultados concretos”, afirmou.
O movimento recebeu apoio da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e da Federação dos Metalúrgicos da CUT-MG, que estiveram presentes nas assembleias e reforçaram a importância da mobilização para fortalecer a campanha salarial da categoria em todo o estado.
Novas reuniões no Tribunal Regional do Trabalho devem ocorrer nos próximos dias para formalizar as cláusulas do acordo e discutir o abono dos dias parados.


