Cidades mineiras estão no centro de uma nova corrida pela mineração de terras raras, concentradas em Poços de Caldas e Caldas, jazida com potencial considerado um dos maiores do mundo para elementos químicos fundamentais na transição energética e para uso militar. O conjunto engloba 17 tipos de minerais críticos como neodímio, praseodímio, disprósio, térbio e outros usados em ímãs, baterias, lasers e turbinas eólicas.
Duas empresas australianas lideram os projetos: a Meteoric com o projeto “Caldeira” e a Viridis com “Colossus”. As empresas estimam investimento de cerca de R$ 2 bilhões, geração de empregos e grande arrecadação para prefeituras, com previsão de construção da planta industrial até meados de 2027.
Porém, moradores, ambientalistas e movimentos sociais alertam para riscos ambientais e de saúde pública. Entre as preocupações estão o uso intenso de água, impacto sobre fontes hídricas, proximidade de áreas protegidas como a APA da Pedra Branca, além de rejeitos de mineração e antigos passivos de urânio no entorno.
Os projetos estão em fase de licenças ambientais e estudos. Caso avancem, Poços de Caldas e Caldas poderão se tornar centros de extração estratégica, mas o debate gira em torno de garantir que toda a cadeia, da extração, beneficiamento até a produção, seja realizada com responsabilidade e participação da população local.


