Moradores das cidades de Munhoz, Toledo e Extrema, denunciaram novamente as condições precárias da ponte que liga os municípios pela MG-460. A estrutura improvisada, sustentada por toras de madeira fincadas no rio, apresenta risco de desabamento, mesmo sendo utilizada diariamente por caminhões, ônibus e transporte escolar.
Imagens enviadas à imprensa mostram rachaduras na base de alvenaria e sustentação feita de madeira, pedras e terra. Segundo os moradores, o tráfego intenso de veículos pesados torna a travessia ainda mais perigosa.
A ponte original, construída na década de 1960 e desativada em 1982, voltou a ser usada de forma improvisada após o acidente ocorrido em junho de 2025, quando dois caminhões colidiram na nova ponte de ferro e madeira, causando a morte de um dos motoristas. Desde então, a população tem recorrido à antiga estrutura como única alternativa de passagem.
Em nota, a Prefeitura de Extrema informou que busca, há anos, uma solução definitiva junto ao Governo de Minas Gerais e ao DER-MG, responsável pela rodovia estadual. O município afirmou não possuir competência para realizar obras no local.O DER-MG, por sua vez, anunciou que iniciará os reparos na ponte sobre o Rio Corrente a partir do dia 04/11, permitindo o tráfego de veículos leves ainda neste mês. O órgão também reforçou que os motoristas devem utilizar o desvio oficial, que aumenta o percurso em cerca de 13 km, e alertou que não se responsabiliza por travessias improvisadas ao lado da estrutura danificada.


